Funcionário do Twitter apagou a conta de Trump

4 de novembro de 2017

Na noite desta quinta-feira, dia 2 de novembro, aproximadamente as 15h aqui no Brasil, a conta mais influente na rede social Twitter foi inesperadamente apagada e ficou inativa por cerca de 11 minutos.

Neste momento, o Twitter foi bombardeado por jornalistas e curiosos querendo saber o que havia acontecido com a conta @realDonaldTrump. O fato é que ninguém tinha respostas, logo, ela foi imediatamente restaurada e uma caçada ao “problema” começou dentro do Twitter. Inicialmente, muitas hipóteses foram levantadas, inclusive uma nova e temível falha de segurança. Em seguida, com a pressão por parte do CEO do Twitter e uma série de revisões nos sistemas, descobriu-se que um empregado que estava no seu último dia tinha apagado propositalmente a conta.

A exclusão temporária da conta de Donald Trump fechou com chave de “ouro” uma semana difícil para o Twitter, que está sendo investigado por abuso dos seus serviços. Na terça e na quarta-feira, representantes legais do Twitter depuseram no Congresso em Washington, onde legisladores colocaram a empresa no paredão junto com Facebook e Google por disseminação de notícias falsas nas eleições de 2016.

A ação fomentou o debate sobre segurança da informação entre funcionários do Twitter, que disseram que alguns funcionários tem acesso a modificar ou desabilitar contas importantes dos “twetters”, o que não parece nada razoável. Na sexta-feira a empresa fez um esclarecimento dizendo que habilitará novos sistemas de contenção de permissões de acesso e colocará novos dispositivos para evitar a repetição do incidente, mas que não compartilharia mais detalhes da sua investigação interna.

Trump disse que o incidente só reflete o impacto que gera suas mensagens no Twitter contra seus opositores, na sexta-feira ele utilizou a rede social com intensidade, enviando mais de uma dúzia de mensagens ao logo do dia abordando questões sobre o ISIS e Hillary Clinton.

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