Petição pede para Apple reconsiderar tecnologia que bloqueia câmeras de celulares

21 de julho de 2016

Uma petição online já registrou mais de 11.000 inscritos que pedem para a Apple reconsiderar o lançamento de tecnologia que bloqueia via infra-vermelho o uso de câmeras de celulares em um determinado perímetro.

A Apple registrou a patente para esta tecnologia em junho deste ano, mas isso não quer dizer que a empresa esteja desenvolvendo alguma solução deste tipo, ou mesmo, que implementará esta funcionalidade em novos dispositivos. Mas há de se considerar que ao mesmo tempo que esta tecnologia poderia ser usada para proteger de cópia materiais com direitos autorais reservados (copyrighted), também poderia ser usado pela polícia para proteger de alguma má-conduta ou abuso de poder.

“Só de pensar nesta tecnologia, já podemos pensar em implicações com ela, incluindo a censura política de dissidentes, ativistas e da população em geral, que muitas vezes gravam a brutalidade exercida pela polícia”, dizem na petição.

“Em algumas situações, o infravermelho que poderá ser recebido por um dispositivo eletrônico poderá modificar a forma no qual o equipamento opera de acordo com os dados recebidos. Por exemplo, um dispositivo poderia ser desabilitado quando estiver gravando em áreas onde isso é proibido, como óperas, teatro, cinema, etc. Um dispositivo transmitiria um sinal de infravermelho que seria capturado por todos dispositivos clientes naquele ambiente”, segundo a patente da Apple.

Fato é que a patente está ai, e é a U.S. patent no. 9.380.225 com título “Systems and methods for receiving infrared data with a camera designed to detect images based on visible light”, e foi registrada no dia 28 de Junho no U.S. Patent and Trademark office.

Grupos de ativistas que se preocupam com as liberdades individuais como o American Civil Liberties Union dizem que esta tecnologia é um ponto crítico, pois interrompe a era das denuncias com provas “tiradas do bolso da jaqueta”, querem barrar a filmagem de material, mas também barram a nossa liberdade, dizem eles.

 

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